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Encontrado

dezembro 30, 2010

Meu peito: armazém de artigos

Um abrigo infinito de amores e arranhões.

Na rua que eu ando, ninguém me vê

Enquanto angústias formam lágrimas

Escombros de água e sal

Eu levo numa sacola.

O teto do mundo se abre, deixando o cinza.

Um sentido pra minha vida a moda antiga

Não é mais procurar um sentido pra viver.

Meu papel, não mais borrado com água de olho.

Meu sonho é ver a voz que me diz para eu ser.
Quem tomou minha sacola de água e sal

Manchou minha testa de sangue.

E diferente de antes

Eu já me faço entender

Tenho ouvido a voz de longe

E nas ruas que andava,

Onde um dia não me achei

Pegadas de vida deixadas

Agora recolherei.

 

 

Um comentário

  1. Claudinho, li e adorei. Adorei!!!!
    lindo demais.



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