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Profissão Vivente.

novembro 12, 2011

Eu sou um ator da vida. O sistema me moldou assim.
Atuando em diversos palcos, maquiando o meu dó de mim.

Dá pra morrer afogado no deserto da vida
E mesmo que você grite
Alguém faz questão de não ouvir.

Dá pra plantar um bocado no deserto da vida
e mesmo que seja sozinho
Alguém sempre faz questão de repartir.

Eu sou um bailarino da vida.
O sistema me moldou assim.
Dançando os passos errados, quebrando as pernas de mim.

Dá pra dançar acompanhado no linóleo da vida
e mesmo que seja um solo
Deus sempre poderá me assistir.

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Minha Espera.

agosto 19, 2011

Você dorme enquanto eu penso
deito, travesseiro frio
Mio, choro em destroços
Espero um momento nosso.

Enquanto posso te prendo em mim
Assim, juntinho.
Por que eu sozinho
já me perdi.

E me seguro no que Ele diz
Na sua vontade, em sua palavra
E a oração que fiz entrava
qualquer sentimento vão.

Te conquistando, sufoco louco
E esse não se torna um todo.
Quase me jogando ao chão

Detesto a espera que corta
Mas, melhor que a mudança de rota
É esperar conclusão.

Certo do melhor do Pai
Das promessa que me traz
Eu espero na janela
Pra regar, cuidar da espera
Que num sol de primavera
Com certeza irá brotar.

Poetizado por Claudio Lima.

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Conhecimesmo.

maio 8, 2011

Sinto duplamente o que escrevo já que,

antes do papel me entender, eu me entendo.

Vivo o meu conhecimesmo.

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Encontrado

dezembro 30, 2010

Meu peito: armazém de artigos

Um abrigo infinito de amores e arranhões.

Na rua que eu ando, ninguém me vê

Enquanto angústias formam lágrimas

Escombros de água e sal

Eu levo numa sacola.

O teto do mundo se abre, deixando o cinza.

Um sentido pra minha vida a moda antiga

Não é mais procurar um sentido pra viver.

Meu papel, não mais borrado com água de olho.

Meu sonho é ver a voz que me diz para eu ser.
Quem tomou minha sacola de água e sal

Manchou minha testa de sangue.

E diferente de antes

Eu já me faço entender

Tenho ouvido a voz de longe

E nas ruas que andava,

Onde um dia não me achei

Pegadas de vida deixadas

Agora recolherei.

 

 

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Perdão Poesia.

outubro 5, 2010

De saudade das palavras, volto.
Volto para as  linhas pautadas
Dessa folha que esperava uma justificativa.
O choro-tinta risca minhas sinceras desculpas.
Perdoe o abandono, poesia.
Perdão se não és meu arado
Porém este choro-tinta
Só vem se apaixonado.

Claudio Lima
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Indefinido

novembro 4, 2009

Sou sem cor definida- pardo, nem branco, nem preto

Sou sem classe definida- emergente, nem rico, nem pobre.
Sou sem profissão definida.
Não tenho etnia definida- sou brasileiro.
Brasileiro afro descendente, brasileiro europeu, brasileiro norte americano, de jeans e hambúrguer.
Não sou gordo, nem magro
Não tenho olhos claros, nem negros
Sou um pouco Drummond, um pouco Jesus, um pouco Gandhi
Mas também sou um pouco Stalin, Hitler, Drácula.
Posso ser retângulo ou sem lados.
Posso ser carnívoro ou vegetariano.
Defendo o que acho certo, independente do meio.
Falo o que penso e nisso não existe variação em mim.
Sou poeta até na morte, mas também sei fazer maldade.
Apesar de não preferí-la.
Sou fã do amor, do sexo e sou anti-promiscuidade.
Entre peitos e bundas, gosto de cérebros.
Entre guerras e mortes gosto de paz, mesmo que só a minha.
Entre e-mails e sms, prefiro as cartas.
Entre sites e downloads, prefiro os livros. Mas sou fã da tecnologia.
Vejo fotos durante o dia, mesmo sem máquina ou filme.
Vejo dias de filme no meio da chuva.
Sou romântico, cheiro flores.
Defeitos eu tenho, mas não cito. Também não minto, aliás evito.

Claudio Lima.

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7 de setembro

setembro 7, 2009

Ouviram do mirante os tiros secos
Das guerras de menores estudantes
E o sol que nas calçadas queima couros
Esquenta o chão que pisa o ambulante
Há fome, desigualdade.
Não me nutre a pátria que quer braço forte.
Seios secos, prisões e mortes
Deixam soltos o futuro a própria sorte.
A pátria amada ainda é grata pela morte.
Senado eternamente em berço esplêndido
Enquanto o pobre cava até o fundo
E brilha a Amazônia para a América
Desmatando o “pulmão do mundo”
A mãe dos filhos desde solo sumiu
Independência, Brasil!

Claudio Lima
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Engole o choro

setembro 7, 2009

Ontem o menino chorou.
As lágrimas corriam por dentro, eu não vi.
A tristeza é corrente de águas,
como enxurrada leva, arrasta sentimentos.
O menino prende os pés molhados no chão.
Ontem o menino chorou.
A água molhou seus sonhos e o medo dela.
O orgulho dela molhou, manchou, desbotou.
Hoje a menina ligou.
Hoje o menino sorriu.

Claudio Lima
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Poesia- verdade

maio 6, 2009
-Ensinem-me poesia!
Eu já velho e cansado, pedirei.
Com versos e estrofes prontas, pedirei.
-Ensinem-me poesia!
Poesia-verdade.
Quantos versos perdi pela métrica?
Quantos sonhos deixei pela forma?
O que eu quero é sentimento
Sentimento, papel e tinta.
Para que eu  não minta um sentir
Além de letras formadas e rimas,
Quero verso e prosa real
Quero uma vida vivida
Sem um final de antemão.

Claudio Lima

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Amor de amor, e só.

abril 23, 2009

Sento para escrever o diferente
Cansei de poesias comuns
Casei com palavras iguais
Que parecem não se desprender de mim
Cansei de amores normais
Paixões de cartas de amor
Amores cansados de cartas
Normais paixões de cansados
Escrevo com minhas palavras
Que por mais aprisionadas sejam
Ainda são minhas, quase suas
Mas não numa carta comum
Não de um amor cansado
Mereça amor distinto
Sem cavalos brancos ou castelos
Mereça palavras sóbrias
Minhas palavras de amor
Amor de amor, e só.

Claudio Lima

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